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A Gazeta da Meia Noite
 


Tempos melancólicos

Se 2005 foi um ano triste, pode-se dizer que 2006 parece ser um ano cansativo. Embora já não paire a mesma nuvem negra sobre o mundo que há um ano atrás – talvez não por grandes acontecimentos bons, mas porque o mundo já se acostumou com a nova condição. Anos pares que não são múltiplos de quatro, em especial para o Brasil, sempre são um pouco cansativos.

Ocorre que desta vez a situação é um pouco melancólica. Temos a disputa da copa do mundo, mas o Brasil não tem o mesmo brilho de outras copas. Ser hexacampeão não tem mais a mesma graça de ser tetra em 1994, quando o Brasil ficou 24 anos sem conseguir um título mundial. Para o brasileiro médio, o Brasil ganhar a copa não faz mais do que a obrigação. Perdendo a copa, já é o pior time do mundo.

Hoje, dia 18 de junho de 2006, o sentimento nacional é ambíguo. O Brasil venceu a seleção da Austrália por 2 a 0, num jogo sofrido. Entretanto, está de luto pela morte prematura e inesperada do Bussunda, do Casseta e Planeta, certamente um dos mais queridos e admirados humoristas do Brasil – admirado inclusive por mim. E também o que estava mais em evidência. Além das impagáveis sátiras sobre o presidente Lulla (única coisa de engraçado que existiu durante esse governo catastrófico), ele imitava o Ronaldo, maior estrela da seleção brasileira, à perfeição. Sem contar o fictício Marrentinho Carioca, o “craque” do Tabajara F.C. O sentimento nacional se tornou simultaneamente de alegria e tristeza.

Passada a copa, o Brasil se verá de novo numa situação deveras angustiante. Estamos diante das eleições mais deprimentes desde os tempos de Getúlio Vargas. Temos poucos candidatos, poucas propostas, e em vez de divulgar os planos de governo, ocupam seus tempos para se atacarem. Definitivamente, o PT acabou com as esperanças do povo brasileiro. Desde que existem, fizeram uma oposição implacável e venenosa contra qualquer tipo de governo. Fizeram uma verdadeira lavagem cerebral no povo brasileiro, moldando-lhe a ideologia. Neoliberalismo é ruim. A ALCA é acabar com a soberania nacional. E o PT, assim como os partidos de esquerda mais radical como o PSTU, acusavam o governo do PSDB de ser “neoliberal” - sendo que foi na verdade um governo parcialmente neoliberal, pois reduziu o número de estatais (privatizações), mas manteve alta carga tributária.

Os partidos disputam pelo poder, e não defendem sua ideologia. Alckmin vem fazendo uma campanha decepcionante. Tem boas idéias, e poderia muito bem defendê-las. Mas prefere ocupar seu tempo de campanha atacando o Lula. Não diz que o neoliberalismo, se fôr realizado em toda a sua plenitude, pode ser bom. Também não diz que a ALCA tende mais a ajudar do que atrapalhar o Brasil, desde que o acordo seja bilateral. Teremos acesso às coisas de última tecnologia provenientes dos Estados Unidos; em troca, seremos parceiros preferenciais na compra do que produzimos de melhor aqui. Vejamos o exemplo da União Européia. Países que estavam economicamente arrasados por causa de ditaduras, como Portugal e Espanha, assim como outros mais atrasados como a Grécia e a Irlanda, só estão conseguindo se desenvolver hoje porque se aliaram aos “primos ricos” na União Européia, como a Alemanha e a Itália. O Brasil ainda tem a vantagem de ser um país muito mais rico e mais competitivo do que Portugal, Espanha, Grécia, Irlanda e os novos membros do Leste Europeu – lembrando que a existência de pobreza não significa que o país em si seja pobre. Por que, então, temer a ALCA?

E o neoliberalismo? Por que é bom?

A esquerda demonizou o neoliberalismo e provavelmente não sabe por quê. O neoliberalismo é apenas uma versão adaptada aos tempos modernos do que foi a escola liberal defendida por Adam Smith no século XVIII. Era o princípio do “laissez-faire, laissez-passer”. Significa a retirada do Estado dos assuntos econômicos. Privatizando, diminui a participação do Estado na economia. Diminuindo impostos, também. Paradoxalmente, no caso brasileiro, uma política neoliberal também é social-democrata. Com menos impostos, menos burocracia e leis trabalhistas mais flexíveis, as empresas privadas encontram meios para se instalar, crescer e não quebrar. Conseqüentemente, gera mais empregos e maior incremento na renda média da população. Com a população mais rica, o governo arrecada mais impostos. E com esses impostos – desde que não sejam desviados para mensalões e outras formas de corrupção – sobra mais dinheiro para investir em saúde, educação, segurança pública e infra-estrutura.

Será que é tão difícil a receita do desenvolvimento, e vender essa idéia? Ou precisa provar que a oposição reza na mesma cartilha do governo para ganhar votos? O Brasil está cada dia pior... e assim mesmo quer continuar o mesmo governo. Simplesmente porque não sabe o que pode aparecer pela frente com o Alckmin, já que o PT, que fez uma oposição venenosa, acabou com toda a esperança de mudança do povo brasileiro.

Escrito por Fábio Soldá às 15h53
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Só para não deixar o blog vazio...

Desde março não escrevo nada aqui, simplesmente porque não há conteúdo. Desculpem os que ainda acessam o blog - que, por conta disso, deve estar perdendo audiência (sei que muita gente entra, mas pouca gente comenta). Estou preparando novos conteúdos para abordar aqui.

Muita gente deve ter esperado que eu me pronunciasse sobre os recentes atentados no blog, como já fiz no Orkut. Resumindo: a culpa não é do PT nem do PSDB, a culpa é da justiça que é lenta e das leis que favorecem a criminalidade. É tudo o que eu tenho a dizer.

Escrito por Fábio Soldá às 14h56
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"A Flauta Mágica", de Mozart, no Teatro Municipal de São Paulo

No ano dedicado ao grande mestre da música erudita Wolfgang Amadeus Mozart, nada mais justo do que fazer uma programação teatral com base em suas óperas, e menos ainda seria permitido deixar de fora a ópera "Die Zauberflötte", ou "A Flauta Mágica" em português, a qual considero, de longe, a melhor de suas óperas e talvez a melhor de todo o período clássico.

Pouco antes de começar a ópera no salão nobre, via-se um espetáculo a parte, denominado "Fragmentos Mozartianos". Em cada aposento do teatro, havia alguém interpretando peças de Mozart. No saguão, um quarteto de cordas tocava a famosa Eine Kleine Nachtmusik. Em outro aposento, uma dançarina fazia acrobacias tendo, como fundo, o concerto para piano nº 21, igualmente belo. Mesmo no salão nobre, minutos antes de o maestro Jamil Maluf assumir o pódio para reger a abertura da ópera, um organista tocava o Ave Verum Corpus, enquanto do outro aposento do órgão um homem vestido de branco fazia alguns gestos dançantes.

Talvez a genialidade de Mozart ao escrever "A Flauta Mágica" tenha sido ao conciliar um conto de fadas com lições de vida eminentemente humanas, pontilhadas de símbolos esotéricos maçônicos e rosacrucianos. A ópera se torna especialmente cômica nas cenas protagonizadas por Papageno, um caçador de pássaros que serve à Rainha da Noite e ao qual só interessa desfrutar dos prazeres da vida. Os recitativos traduzidos tiveram um toque de humor que não havia na versão original, quando Papageno diz a Pamina que "não tinha uma Papagena. Nem uma namorada, nem uma 'ficadinha'", ou ainda no segundo ato quando ele é apresentado à "estrangeira" Papagena, e, ao responder uma pergunta sobre o fato de ser estrangeira, ela solta um sarcástico "oh, yes!".

As demais cenas, consideradas "sérias", foram muito emocionantes, especialmente devido à interpretação teatral de Rosana Lamosa, que encarnou a Pamina, do baixo José Gallisa, que interpretou Sarastro, e do tenor Fernando Portari, que representou Tamino. Contudo, a mais aplaudida de todas foi a soprano coloratura Lys Nardotto (a Rainha da Noite) que, apesar de não ter a voz tão potente como exigia o papel, encantou o público com as duas árias que interpretava, atingindo notas estridentemente agudas. Cabe a esta personagem a ária-símbolo da ópera: "Die hölle rache kocht in meinem Herzen" (A vingança do inferno arde em meu coração), em que ela ordena à sua filha Pamina que mate Sarastro. Tornou-se famosa na voz-falsete de Edson Cordeiro, em uma antiga propaganda de televisão.

Parte da montagem cênica foi realizada pela companhia Imago, do "teatro negro", que deu um toque de magia ainda maior na ópera. O cenário era basicamente de coloração preta, roxa, amarela, verde e vermelha, e decorado com motivos egípcios - pirâmides, hieróglifos, imagens de faraós. Coube a eles fazer animações como os animais que eram atraídos pelo som da flauta mágica de Tamino e a pirâmide flutuante na primeira cena do segundo ato.

De uma forma geral, a montagem foi perfeita, desde a abertura até a encantadora cena final da ópera, em que finalmente Tamino e Pamina passam pelas provas e são dignos da iniciação. Evidentemente não se poderia esperar muito realismo no cenário como em outras óperas, uma vez que a ação da "Flauta Mágica" é, em si mesma, surreal - apesar de estar cheia de símbolos para verdades ocultas. Antes ainda houve a encenação da ópera "As Bodas de Fígaro", que por motivos pessoais não pude ver. Para completar a série faltou apenas "Don Giovanni". Há quem diga que, assim como a "trilogia verdiana" é composta por Rigoletto, Il Trovatore e La Traviata, há também uma "trilogia mozartiana" composta por "As Bodas de Fígaro", "Don Giovanni" e "A Flauta Mágica".



Escrito por Fábio Soldá às 10h50
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A motivação do trabalhador

No ano eleitoral em que vivemos, existe uma preocupação séria com a questão do desemprego. Todos os candidatos, sem exceção, colocam na pauta de seu programa de governo os problemas do trabalhador, e é comum (e compreensível) vincular o trabalho à geração de renda e de emprego. Mas será que a função do trabalho realmente é essa?

Na verdade, se examinarmos com calma, observaremos que o problema é um pouco mais complexo. Como diz uma professora de Finanças da PUC-SP, com quem tive aula, se a função do trabalho fosse apenas gerar dinheiro, só existiriam dois tipos de negócio: tráfico de drogas e prostituição. Na minha formação de administrador de empresas, e com a autoridade de quem sente isso na pele atualmente, digo que a motivação do trabalhador vai muito além do dinheiro. É curioso notar que existem várias vagas como operador de telemarketing, enquanto pessoas formadas, por exemplo, em Zootecnia, têm mais dificuldades de encontrar vaga. Aí entra a questão da qualidade de vida do trabalhador: se ele não tem vocação para o trabalho que lhe foi designado, ele nunca vai desempenhar aquela função de maneira satisfatória. Ainda mais importante que solucionar o problema do desemprego é equilibrar a demanda com a oferta de profissionais especializados e qualificados. Um biólogo pode até conseguir um emprego como bancário e ganhar um salário ainda melhor do que ganhava sendo biólogo, mas, se ele não tem vocação para ser bancário, ele perde muito de sua qualidade de vida. A mesma coisa pode acontecer dentro de uma mesma carreira. Uma pessoa com aptidão para lidar com pessoas e atender clientes em vários lugares sentir-se-á sufocada e deprimida se a única vaga que encontrar fôr em um serviço burocrático que a obrigue a passar o dia encerrada entre quatro paredes, mesmo que haja um incremento no salário.

O homem nasceu para servir, mas Deus, sabiamente, deu vocações diferentes a cada pessoa. Todo tipo de profissão é importante para a humanidade, desde o lixeiro até o empresário, desde o artista até o médico. E quanto mais feliz o indivíduo estiver na sua carreira profissional, mais motivação e ânimo ele terá para exercer seu trabalho com perfeição. Portanto, mesmo que o desemprego tenha uma queda, é importante também verificar se os empregos que estão sendo gerados demandam uma qualificação compatível com a formação dos trabalhadores em oferta.

Escrito por Fábio Soldá às 22h40
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Restaurando os valores da sociedade

Não quero parecer politicamente correto. Definitivamente, a sociedade ocidental está no caminho errado, inclusive o Brasil. Nos últimos meses, tem surgido o novo crime da moda: abandono de crianças. Mulheres inconseqüentes e detestáveis têm parido crianças como se fossem excremento. Atiram-nas no rio, colocam-nas em sacos de lixo, abandonam-nas na mata, e apresentam várias explicações - nenhuma delas justificável: depressão pós-parto, falta de condições de criar, etc, etc. Seja lá a desculpa que dêem, essas repugnantes mulheres não merecem mais do que o desprezo e a aversão das pessoas.

Contudo, isso não é um fenômeno isolado. A cultura que impera na sociedade é olhar o próprio umbigo. Hoje em dia vale tudo: prostituição, homem dormir com outro homem, mulher dormir com outra mulher, crianças serem adotadas por esse tipo de "casal", a mulher interromper a gravidez "porque não desejava o filho naquela hora"; o que interessa é o prazer pessoal. Os nossos antepassados nos legaram os valores morais do Cristianismo. Mas para quê isso? Tudo o que atenta contra o prazer pessoal é retrógrado e preconceituoso. E ai de nós se dissermos o que achamos... vêm aí e dizem: "cada um, cada um".

Precisa parar com isso. É sabido que a religião deve ser separada do Estado, mas tudo tem um limite. É precisamente por causa dessa "ruptura de preconceitos" que a sociedade e as instituições estão se corrompendo. O ser humano está deixando a racionalidade para se animalizar. Até as religiões, em vez de elevar o homem para Deus, estão se inclinando para os caprichos dos seres humanos. Li uma reportagem há alguns dias de que, em São Paulo, abre-se uma igreja a cada dois dias. A mecânica funciona da seguinte forma: "se a minha igreja não concorda comigo, então vou abrir a minha própria", o que anula por completo o propósito da religião. Isso prova que o ser humano está cada vez mais egoísta.

Os mais "liberais" dizem que a gente tem que aprender a conviver com a diversidade. Não contam, contudo, que a diversidade pode ser maligna! Tudo tem um limite. Diversidade de gostos e de opiniões, tudo bem. Mas diversidade de comportamento, "cada um faz o que quiser", precisa acabar urgentemente com isso. Uma outra coisa que apareceu recentemente, partindo de uma deputada do PT do Rio Grande do Sul (tinha que ser do PT...) era propondo uma lei que tornasse crime os adultos castigarem fisicamente as crianças, colocando fim novamente a mais um limite necessário. Levar na conversa nem sempre resolve, mas a coação é sempre eficaz porque insufla na cabeça das crianças o conceito de que pai, mãe e professores são autoridades superiores e incontestáveis, e à criança cabe somente obedecer. A cinta de couro, o chicote, o chinelo, a vara de marmelo e os castigos físico-morais como ajoelhar sobre o milho diante de outras pessoas não vão traumatizar as crianças ou os adolescentes. Quando eu era pequeno, meu pai e minha mãe eram a autoridade máxima e incontestável. Exigiam obediência estrita e já fui submetido a chineladas quando não lhes atendia, ou respondia com grosseria. Nem por isso eu e minha irmã crescemos traumatizados, nem fez com que tivéssemos raiva do meu pai ou da minha mãe - pelo contrário, depois de crescidos vemos neles os maiores aliados que poderíamos ver. Também na época em que se adotava a palmatória nas escolas não se viam as barbaridades que se vê hoje nas escolas e ser professor não era uma carreira traumatizante como é hoje.

Portanto, acabe-se de uma vez por todas com essa ideia de que "é proibido proibir". O ideal seria que as pessoas se corrigissem por meio da inteligência e do amor, mas a sociedade não evoluiu o suficiente para isso. Portanto, o único jeito de corrigir a grande maioria das pessoas é na base da porrada. Eliphas Levi dizia que o bastão foi criado para as bestas. E a humanidade ordinária, o que é senão uma legião de bestas, daquelas bem quadradas? Leis proibindo o exercício da autoridade incontestável dos pais sobre as crianças: que sejam vetadas. Adoção de crianças: apenas por casais formados por um homem e uma mulher. Criminosos que atentam contra a vida - o que inclui as mulheres que abortam e abandonam crianças: prisão de no mínimo 20 anos e tratamento sem um pingo de misericórdia dentro dos presídios, à semelhança do que acontece nas prisões japonesas. Nenhum sofrimento deve ser pouco para esse tipo de gente.

Escrito por Fábio Soldá às 11h28
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Os 250 anos de Mozart

Hoje, dia 27 de janeiro de 2006 (aliás, primeiro artigo do ano), completam-se 250 anos do nascimento do compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Diz-se que ele nasceu Johannes Crysostomus Wolfgang Gottlieb Mozart. Seu pai tirou o “Johannes Crysostomus” e – dizem – ele mudou o nome Gottlieb para Amadeus. Outros dizem que ele nasceu “Theophilos”, mas, na realidade, os três nomes – Gottlieb, Amadeus e Theophilos – todos eles significam a mesma coisa respectivamente em alemão, latim e grego: “Amor de Deus”.

E o nome não poderia ser diferente. Nascido em pleno século das luzes, o nascimento de Mozart veio provar que não é pecado aspirar a riqueza e o poder. Na época florescia a ciência e o capitalismo, tinha início a revolução industrial na Inglaterra, as coisas saíam daquela situação de inércia em que o mundo estava imerso durante a Idade Média, com a igreja e a fé controlando tudo. Mas Deus não quer que o homem passe o tempo todo rezando e por isso o homem deve ser impelido a trabalhar e construir. É o contrário do que a Igreja advogava durante a Idade Média. Sem trabalho, sem ambição, sem desejo, não há evolução. Adão e Eva provaram do fruto para adquirir todo o conhecimento da humanidade e daí começou a peregrinação deles pelo mundo. Alberich cobiçava o ouro do Reno para formar um anel e, com ele, dominar o mundo todo. Precisamente quando o homem desejou ser maior do que era, saindo daquela situação de um “zero” obediente a Deus e passou a aspirar riqueza e poder, teve de sair daquela situação de inércia e aí começou a revolução intelectual e tecnológica da humanidade. Se isso realmente fosse proibido, Deus teria condenado a humanidade à extinção. Ao contrário disso, legou-nos o homem chamado Wolfgang Amadeus Mozart. O próprio amor de Deus personificado.

Em todas as suas mais de 600 obras catalogadas nós sentimos a inspiração divina. Seja na música sacra, seja na música profana. Quem não se delicia escutando a Pequena Serenata Noturna, ou o Concerto para Piano nº 21, ou a Sinfonia nº 40? Quem não sente os olhos se encherem de lágrimas ao ouvir o Ave Verum Corpus ou o Réquiem? Como é possível deixar de amar o autor de coisas tão maravilhosas como a ópera A Flauta Mágica, ou mesmo o elaborado e complexo Te Deum que ele escreveu com a tenra idade de 12 anos? Eis aí a prova irrefutável de que Deus ama a humanidade e a quer trabalhando, evoluindo e se desenvolvendo. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e por isso mesmo todo ser humano tem as potencialidades d'Ele em estado latente, e que, por meio do trabalho e da ambição, o homem será como Ele num tempo futuro. Disse Cristo (Jo 14, 12): “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai”. Mozart não é somente a expressão física e sonora do amor divino, mas também o suspiro de satisfação do Criador ao ver seus filhos no caminho do amadurecimento.

Escrito por Fábio Soldá às 11h47
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Último post de 2005

Tentando reconstruir parcialmente o texto. Fiz um texto enorme, mas perdi tudo. Mas, vamos lá.

Nada melhor para descrever o Natal 2005 do que a propaganda da Centauro cheia de gente de cinza cantando: "É Natal, é tudo igual"... de novo, a mesma secularização de sempre, e as pessoas sem espírito natalino nenhum. Todo mundo de saco cheio de tudo. Portanto, um Natal igualmente enfadonho - traumatizante, eu diria.

Árvore de Natal, prédio iluminado, Papai Noel, especial de fim de ano do Roberto Carlos, peru, panetone, 25 de Março lotada, shoppings lotados, Rua Normandia com neve fajuta, missa do Galo, papa reclamando do comércio no Natal (pelo menos o papa é novo desta vez)... os concertos de Natal sempre com as mesmas músicas de sempre... Joy to the World, Noite Feliz, Jingle Bells, Adeste Fidelis... os jinglezinhos infames de sempre na televisão, e os cartões sempre com os mesmos lugares comuns de sempre. Feliz Natal, próspero ano novo... felicidade e prosperidade que nem sempre os amigos conferem se a gente conseguiu ou não. Sempre a mesma coisa, tudo sempre igual. Hou, hou, hou...

Pareço chato ao dizer isso, mas quem não está sentindo a mesma coisa? Como eu disse no post anterior, paira uma nuvem negra sobre o mundo este ano, a tal ponto que as pessoas estão mais ansiosas pela chegada de 2006 do que estiveram pela chegada do ano 2000.

2006 pelo menos varia um pouco. Tem copa, tem eleições... a gente não sabe quem vai levar a copa, nem quem será o próximo presidente (se é que o próximo sai este ano ou só em 2010). Mas por melhor que seja 2006 (Deus me ouça...), sempre tem aquelas previsões que aparecem no Fantástico, na UOL ou em alguma revista, com algum tarólogo, cartomante ou coisa que o valha. Mas não precisa de bola de cristal, búzios ou borra de café para prever certas coisas como destio inexorável. Vamos a elas:

Política e conflitos:
- Haverá guerra no Oriente Médio;
- China será o país com maior crescimento econômico dentre os emergentes;
- Vários atentados suicidas acontecerão na Faixa de Gaza;
- Muitos impasses políticos entre os Estados Unidos e a Venezuela;
- FBI e Interpol buscarão por supostos integrantes da Al-Qaeda;

Religião:
- Disputa de territórios muçulmanos, cristãos e judaicos em Jerusalém marcarão conflitos;
- O papa Bento XVI fará discursos contra o homossexualismo e o uso de métodos contraceptivos;
- Serão criadas novas seitas evangélicas na Califórnia;
- Igreja Universal faturará milhões com arrecadações de fiéis;
- Xiitas e sunitas entrarão em conflito no Iraque;

Brasil/Eleições 2006:
- As eleições serão marcadas pela polarização entre PT e PSDB;
- O Rio de Janeiro sofrerá com vários tiroteios de facções criminosas rivais nos morros;
- Em São Paulo, muitos prejuízos acontecerão devido às enchentes nos córregos Aricanduva e Pirajuçara;
- Haverá seca no Nordeste;
- Em Brasília haverá uma grande quantidade de denúncias de corrupção;
- Trabalhadores farão protestos no dia 1º de maio exigindo melhores salários;
- Várias celebridades passarão o carnaval no Rio de Janeiro;
- Fazendas no Centro-Oeste e no Pará serão invadidas por militantes do MST.

Esportes/Copa 2006:
- Brasil e Alemanha serão considerados como favoritos ao título na imprensa internacional;
- Não será desta vez que o Japão chegará às finais;
- Schumacher, Alonso e Räikkönen estarão entre os dez primeiros na Fórmula 1;
- Guga e Meligeni estarão fora dos dez primeiros no ranking da ATP;
- Santos e São Paulo exportarão jogadores para a Europa;
- Campeonato Brasileiro: Íbis de Pernambuco não se classificará para vaga na Série C.

Economia e Negócios:
- Haverá uma grande quantidade de donos de empresas de informática no ranking da Forbes;
- Dólar comercial sofrerá muitas oscilações durante o ano;
- O euro permanecerá o ano inteiro mais valorizado que o peso argentino;
- Setor agropecuário no Brasil será o que mais vai exportar;
- Microsoft fará lobby contra os desenvolvedores de software livre;
- Indústria fonográfica terá grandes prejuízos com pirataria.

E é isso. Desta vez não tem viagem de férias, portanto o início do ano será sem graça também. Esperamos que seja só o início. Como não tenho mais nada para escrever este ano, ficam aqui meus votos de feliz Natal e próspero ano novo para os que lerem esse blog. Se conseguirem.

Escrito por Fábio Soldá às 00h33
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Adeus ano velho. E não volte nunca mais!

CHEGA!
Definitivamente 2005 foi até agora o ano mais soturno do século. Não tem uma pessoa do meu lado que esteja se sentindo plenamente feliz. Paira uma nuvem negra sobre o mundo. Tudo vai mal: em âmbito global, em âmbito nacional, em âmbito circular e em âmbito pessoal.

O ano já começou mal, com as mortes em massa causadas pelo tsunami. E dá-lhe terrorismo na Europa e na Ásia. Na América, furacões devastando cidades inteiras – no caso, Nova Orléans, que quase desapareceu do mapa. Isso sem contar os terremotos e maremotos em várias partes do mundo que também causaram várias mortes e destruição. No Brasil, irrompe o escândalo do mensalão, caixa 2, denúncias de corrupção, etc, etc, aquela história que todo mundo está de saco cheio de ouvir falar. 2003: “a esperança venceu o medo”. 2005: “o desespero venceu a esperança”.

Das pessoas mais próximas de mim, não tem uma única que esteja plenamente feliz. Na melhor das hipóteses a vida dessas pessoas está parada. Na pior, está como eu mesmo: totalmente duro, sem trabalho e a mulher que eu amo não me ama. É evidente que o tamanho da tristeza é incomensurável, mas não vou ficar lamentando a vida escrevendo sonata, sinfonia, improvisos, noturnos, diurnos e o diabo a quatro porque estou sem saco até para isso. “É musiquinha pra cá, é musiquinha pra lá, com a musiquinha tu vai ter que se virar” (sic). A “musiquinha” do Casseta e Planeta eu elejo como o tema da minha vida neste ano.

E é isto. Nestas férias também não tem viagem igual no ano passado, fico por aqui mesmo. Não desejo um “feliz 2006” para, pelo menos se repetir a dose de 2005, já estarmos preparados para tudo.

Escrito por Fábio Soldá às 08h48
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O aguilhão do amor

Desta vez, deixo um pouco de lado meus costumeiros discursos em terceira pessoa para deixar aflorar um pouco mais a parte humana.

O fato de eu ser compositor outorga-me o status de artista. Que não seja um artista de primeira, talvez nem de segunda... as músicas que eu escrevo devem ter quem goste. Há gosto para tudo. Mas o fato de ser artista e lidar boa parte do tempo com coisas que dizem respeito à alma e ao sentimento já fazem de uma pessoa sensível a vibrações externas, especialmente quando se lida com coisas que estão entre nosso mundo material e o reino de Deus, como a música sacra. Desculpem-me os discípulos de Schoenberg, mas a música é uma poderosa válvula de escape para nossos sentimentos mais intrínsecos.

Cristo ensinou: "amai-vos uns aos outros". Não ensinou que devemos exigir ser amados, contudo, pela própria condição do homem sabemos da extrema dificuldade que é isto. Poucas pessoas conseguem amar uma pessoa e não sentirem o coração sangrar de dor quando se vê forçada a cortar relações, e isso é bastante freqüente nas relações entre um homem e uma mulher. Ainda mais quando, movidos pelo sentimento de amor, fomos atuantes a doar o nosso carinho e nossa solidariedade a essa pessoa. Por mais difícil que seja, temos de estar preparados emocionalmente para o momento em que teremos de seguir caminhos diferentes. Ficam as boas lembranças, mas a dor da distância acaba sendo sempre devastadora.

São inúmeros os motivos que levam a isso. Pode ser mudança de residência, ou até a morte. Mas um caso muito freqüente, talvez o mais freqüente, é quando se trata de um homem e uma mulher. Muitas vezes são forçados a se separar porque um deles começa um namoro. E aí entra a grande interrogação: vale a pena sacrificar um amor "tácito" por outro não tácito, mas de menor valor? Seria razoável a um homem que fosse "amigo" de outra moça de nobres sentimentos e virtudes deixá-la em virtude de uma "namorada", mesmo que dita "namorada" seja frívola, vil ou mesquinha? Seria razoável a uma mulher trocar um homem que a ama de verdade, mas de maneira tácita, por outro que declaradamente gosta dela e inexplicavelmente ela o ama, ainda que este seja um verdadeiro troglodita e não a respeite?

Como isso não diz respeito ao campo da ciência, as doutrinas religiosas também não dão explicações satisfatórias. Há pessoas que são bem sucedidas nesse campo. Outras têm grandes dificuldades, mas conseguem administrá-las com certa habilidade. E as pessoas mais sensíveis - caso dos artistas - têm imensa dificuldade de administrá-las. Aí entra a falha religiosa. A religião diz que devemos amar nossos semelhantes, mas não diz como mitigar o sofrimento por não poder estar com o semelhante que é realmente amado.

Que Deus nos dê forças, e permita-nos não sofrer.

Escrito por Fábio Soldá às 22h41
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Minha indignação com a condenação a quatro anos de prisão em regime fechado de Iolanda Figueiral, uma ex-bóia-fria de 79 anos acusada de tráfico de drogas (sem provas) e doente terminal de câncer é tão grande que não tenho nem palavras para colocar no título dessa matéria.

O nobre juiz que cuidou da condenação dela deveria conhecer o axioma in dubio, pro reu - que até eu, que não sou bacharel em direito, conheço. Quem me conhece sabe que eu sempre fui defensor da máxima: "direitos humanos para humanos direitos". Agora, não se provou que ela tenha portado intencionalmente o pacote de drogas, ela não tinha antecedente criminais - e que interesses nisso poderia ter uma paciente terminal de câncer? Agora, ela tem que ser presa porque é "crime hediondo", tem poucos meses de vida e vai morrer na cadeia. Que perigo à sociedade pode oferecer uma idosa dessa idade que é paciente terminal de câncer?

E o Maluf? Coitadinho, pobrezinho, teve que ser solto logo por causa dos problemas de saúde, o advogado temia pela vida dele. Uma semana depois, e ele é encontrado lá, belo e formoso, comendo pastel lá em Campos do Jordão... tem o Salim Curiati que vai levar comida para ele, etc, etc... e aí eu pergunto: quem representa mais perigo para a sociedade? A dona Iolanda ou esse SAFADO, SEM VERGONHA, MAU CARÁTER do Paulo Maluf? E o Collor, foi para a cadeia? E esses calhordas salafrários envolvidos no escândalo do mensalão, foram para a cadeia?

Sem mais palavras.

Quem quiser checar a matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0612200501.htm

Escrito por Fábio Soldá às 16h25
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Era uma vez um petista...

293 a 192. Este foi o resultado da votação parlamentar que cassou o agora ex-deputado, ex-chefe da casa civil, ex-presidente do PT, ex-militante de esquerda, ex-rebelde e ex-croto José Dirceu, expulso a emblemáticas bengaladas da Câmara dos Deputados. Enfim, o PT teve o que merecia. Amigos meus, petistas roxos, como já era de se esperar disseram que era "mais uma tramóia das elites", e culpam a Veja, culpam o Jornal Nacional, culpam o PSDB, culpam Deus e o mundo pela "injusta" cassação do Zé Dirceu. Dizem que ninguém provou nada - mas será que precisa de mais provas? Hoje, o próprio Zé Dirceu admitiu a existência do caixa 2 na coletiva, o próprio Delúbio Soares admitiu ter participado do esquema do mensalão, e será que tudo isso é conspiração? Aí eles aparecem mostrando a opinião da Marilena Chauí sobre isso - como se essa senhora tivesse alguma isenção para falar sobre isso, uma vez que ela é uma das mentoras intelectuais do PT.

Esse é o preço que o PT paga pelos vários anos de arrogância e por se julgar o único partido detentor da moral, arauto incontestável da ética. E é um preço caro, que pode inclusive custar as eleições, que eles já julgavam "ganhas" no ano que vem. Mas num ponto foi bom o PT ter assumido o governo, porque agora desmistifica tudo. O país jamais saberia o que é o PT se eles jamais tivessem chegado ao poder. Talvez o PT seja ainda um pouco pior, por ter usado como bandeira a ética; e traiu o povo todo ao provar que além de não ter um programa de governo consistente, faz exatamente as coisas que sempre criticou.

Lula e os militantes do PT recentemente andaram usando o "extraordinário crescimento econômico" de 5% como bandeira de que finalmente o país voltou a crescer. Falou-se muito do dito "espetáculo do crescimento" - mesmo o Brasil crescendo menos que a média da América Latina. A prova da inconsistência dessas afirmações veio agora, com a notícia da retração do PIB em relação ao trimestre anterior. Lembrando ainda que Lula exerceu seu mandato durante uma época sem crises internacionais, enquanto FHC - que, com todos os erros, ainda tinha um plano de governo - pegou pelo menos cinco, sendo as duas mais graves a da Rússia e a da Argentina. Lula não mudou em nada a política econômica, e ouso dizer que a maior diferença dos dois em termos de gestão pública foi a que FHC privatizou várias estatais, enquanto o Lula aparelhou as estatais com vários incompetentes militantes do PT. Uma verdadeira partidarização da máquina pública.

Consola saber que a popularidade do Lula cai a cada dia. Tomara que chegue assim até o fim do governo, para que ele receba uma fragorosa derrota nas urnas.

Escrito por Fábio Soldá às 21h26
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Um jingle para o PT

Agora que já estão discutindo as eleições do ano que vem, a oposição já deveria começar a pensar num jingle para usarem durante a campanha. Dia desses, cheguei a ver num site de jingles de televisão - http://www.clubedojingle.com - algumas campanhas publicitárias interessantes. Acabei relembrando uma que me chamou à atenção, tanto pela beleza da música - sem dúvida uma das mais belas e tocantes peças publicitárias da história da televisão brasileira - mas também pela boa paródia que isso deu. Provavelmente só os mais velhos vão lembrar; eu tinha 5 anos quando essa propaganda veiculou. Era a propaganda da indústria de brinquedos "Estrela", em que apareciam várias crianças cantando uma belíssima melodia, cujo refrão era: "Todo segredo de um brinquedo vive na nossa emoção/Toda criança tem uma estrela dentro do coração". Desculpem-me os fãs da propaganda de eu quebrar o encanto dele, mas segue a nova versão - que cai como uma luva para a oposição:

A estrela lá dos “cumpanheros”
É sempre vermelha, e de alto escalão
A estrela acaba com a gente
E só pensa na gente durante a eleição

Todo segredo de um bom governo
Vive na sua gestão
E o partido da estrela vermelha
Pagou o mensalão

Delúbio Soares
E o Marcos Valério
No esquema de corrupção
Um propinoduto
Entrou em ação
Para efetuar a operação

Lula foi traído
Dirceu não sabia
E Genoíno também não
Enquanto isso o Lula bajula o Hugo Chávez
Que prega a revolução

Todo segredo de um bom governo
Vive na sua gestão
E o partido da estrela vermelha
Pagou o mensalão

O povo votando
E o governo fazendo
O povo viver infeliz
Nós temos um sonho
E o sonho da gente
Não é o que o PT sempre diz

Todo segredo de um bom governo
Vive na sua gestão
E o partido da estrela vermelha
Pagou o mensalão
E o partido da estrela vermelha
Pagou o mensalão


Escrito por Fábio Soldá às 21h25
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Um anti-semita da PUC

Gilberto Freyre provavelmente ficaria consternado ao saber que a democracia racial no Brasil não passa de um mito. Além da institucionalização da discriminação que já vemos usando as famigeradas cotas para “afro-descendentes” - como se eles fossem incapazes de entrar na faculdade por méritos próprios – além do próprio eufemismo usado (alguém já ouviu falar em “euro-descendentes”?), parece que a discriminação religiosa também é um caso sério.

Não raro, vemos evangélicos e católicos trocando farpas, ateus e crentes trocando acusações – uns são “coitados que precisam acreditar em alguma coisa”, outros são “encarnações do diabo e do anti-Cristo”, e ainda as religiões minoritárias como os muçulmanos e os judeus, que em geral praticam sua fé tàcitamente, sem incomodar ninguém. Sou cristão, de orientação católica, portanto sinto-me completamente à vontade para defender os judeus e muçulmanos brasileiros.

Interessante que os judeus, que não se incomodam com a fé cristã da maioria dos brasileiros, ainda sofrem discriminação por aqui. Sim, os judeus. Parece que ainda há algumas pessoas que sentem alguma nostalgia dos tempos do nazismo.

Pois bem, tenho a tristeza de informar que uma ignóbil criatura, que infelizmente está professor de Adminstração de Empresas na PUC de São Paulo, e que, ou por ignorância, ou por má-fé, chamou uma amiga minha muito próxima e muito querida de “judia vagabunda” - isso porque ela faltou no dia de uma prova por ser o feriado do Rosh Hashaná, o ano novo judaico. Eu não estava presente, mas ela conta que havia um outro judeu na classe que também se sentiu ofendido e protestou contra o “professor”. E tal "professor" ainda teve a cara de pau de ameaçar entrar com uma denúncia na reitoria contra ambos por “desacato ao professor” (!), ignorando os estatutos da PUC que pregam a igualdade de direitos entre o aluno e o professor. Os professores estão sendo pagos pelos alunos para dar aulas, portanto os alunos têm todo o direito de exigir respeito deles. É dos alunos que sai o sustento dos professores, portanto eles têm por obrigação duas coisas: fazer com que o aluno saia da aula deles sabendo a matéria ministrada por eles, e respeitar o aluno acima de tudo.

É muito provável que esse indivíduo seja encaminhado a uma carceragem, sendo o racismo um crime inafiançável. Mas isso ainda preocupa, porque, sendo esse um caso próximo, quantos outros será que não existem ainda no Brasil? E quantas pessoas será que ainda não ficam caladas diante disso? O sinal vermelho está aceso.



Escrito por Fábio Soldá às 15h40
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Miguxês e Wikipedês: ux doix novux diale(c)tux da língua poitugueza

A Internet realmente mudou todos os setores da sociedade. Até mesmo a língua portuguesa hoje já não é a mesma. Originalmente, tínhamos apenas dois dialetos principais: o português e o brasileiro e, dentro destes, outros dialetos minoritários, como o caipira e o trasmontano.

Não sei dizer em outras línguas, mas suponho que fenômeno semelhante esteja acontecendo devido à influência da Internet. Não falo de palavras abreviadas como “pq”, “vc” e outras, porque são suficientes para transmitir uma idéia de maneira informal. Mas existem novas formas escritas do português que são forçadas. Duas dessas curiosas formas de linguagem, talvez as mais significativas, são o que chamo de “miguxês” e de “wikipedês”.

No que consistem, pois, esses dialetos?

Acho que o título desse artigo já diz tudo. O miguxês é a forma de escrita popularizada entre as adolescentes do sexo feminino, que talvez seja a provável "heranxa da Xuxa" e o estrago que o programa dela fez numa geração inteira. A palavra deriva de “miguxa”, forma polida de duas adolescentes se tratarem. Os dois fenômenos mais evidentes são a ausência de maiúsculas (ou alternância dessas com as minúsculas na mesma palavra), o uso abusivo dos diminutivos, a permuta do r intervocálico em l, a permuta do s em x (em todas as circunstâncias), a permuta de “o” átono em “u” no final das palavras, e a ausência de sinais diacríticos: o ç também permuta em x, e o ditongo nasal “ão” verte-se em “aum”. O miguxês tem um subdialeto, que é o "miguxês hieroglífico", utilizado nos comunicadores instantâneos - particularmente no MSN Messenger - que é a substituição de palavras, grupos de fonemas e radicais por figuras, sendo muitas delas animadas.



Para exemplificar, transcrevo abaixo o poema “Língua Portuguesa”, de Olavo Bilac.

Em português:

“Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela

Amo-te assim, desconhecida e obscura
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela.
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna de Camões ouvi: 'Meu filho'
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!”


E em miguxês:

“UlTiMa fLoR du LaXiu iNKuLTa i bELa
eIx a uM tEmPu iXpLeNdOr i XePuTuLa:
oLu nATiVu kI nA gAnGa iMpULa
a buTa mINa eNti ux kAxKaLHux vELa

tI aMu aXiM dIxKoNhExIda i obIXkuLa
tUbA dI aLtU kLanGOr, LiLa XiNGeLa
kI tEnX u tLoM i u xILvu da poXeLa
i u aRroLu dA XaUdaDI i dA tEnuLa

aMu tEu vIxU agLeXti i tEu aLoMa
dI vIgeNx xEuvAx i dI oXeaNU LaGu
tI aMU o LuDi i dOLoLoZu iDioMa

iM kI Da vOx mAtEIna dI kaMoiNX oVI mEu fiLhU
i iM ki kAMoiNx xOLoU nU eZiLiu amAiGu
u geNiu xEiM veNtuLa, i U aMoLi xEiM BliLHu”


Já o wikipedês, mais difícil de exemplificar, é a forma insistentemente adotada por alguns administradores da Wikipedia em certos artigos, e que consiste precisamente na justaposição da grafia do Brasil e da de Portugal, de modo que num mesmo contexto somos forçados a ler palavras como “proje(c)to”, “acadê(é)mico” ou “Amsterdã(o)”, ou ainda usar as duas palavras, quando uma é desconhecida da outra. Em vez de tapete, passaríamos a escrever “tapete/alcatifa”. Em vez de trem, passamos a escrever “trem/comboio”, e em vez de ursinho de pelúcia, escreveríamos “ursinho/panda de pelúcia/peluche”. E isso quando não se chega ao cúmulo de escrever “tranqu(ü)ilo”. Se falamos para criar uma Wikipedia em português do Brasil, uma porção de gente é contra porque no Brasil se fala “português”, não existe uma língua brasileira. Talvez por preguiça, ninguém quis até hoje sistematizar o idioma brasileiro, que é a linguagem corrente que usamos. E dá nisso.

Fico até com arrepios de imaginar qual vai ser a próxima moda. Melhor eu nem dizer o que estou pensando, para não espalhar...



Escrito por Fábio Soldá às 23h30
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Já faz algum tempo que não atualizo este blog. Isso apesar de a política nacional estar fornecendo um prato cheio para críticas - mensalão, dinheiro na cueca, Delúbios, Marcos Valérios, et caterva. A indignação do povo com esses eventos e a merecida queda de popularidade do Lulla, além do bombardeio dos meios de comunicação, em especial a Veja, já falam por si só. Muito embora eu ache que imparcialidade e bom jornalismo estão ainda muito longe de passar perto da redação da Veja, concordo com tudo o que eles dizem.

Interessante que, meses atrás, na faculdade eu insisti o tempo todo que não votava de jeito nenhum em políticos do PT. Eis que uma amiga minha me responde: "você prefere então votar naquele canalha do Severino?". Lamentável que não a vi esta semana, adoraria ver a cara dela depois de o Lulla ter condecorado o Severino (que é, sem dúvida, um canalha de marca maior) com a medalha do Barão do Rio Branco, que é a mais alta insígnia brasileira.

Sempre fui anti-PT, por ser esse um partido de traidores, que prometeram uma coisa ao país e fizeram outra totalmente diferente - sem falar na ausência do plano de governo e na defesa de políticas totalmente equivocadas. Não significa que eu seja somente anti-PT. A bem da verdade: PT = PP = PL = PCdoB = PMDB. São todos partidos eiusdem farinæ.



Escrito por Fábio Soldá às 23h48
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