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O IDH e a "lição de casa" dos governantes
Tenho acompanhado certas discussões em fóruns na Internet a respeito do chamado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da ONU utilizado para mensurar o grau de desenvolvimento humano de um país, cidade ou região. Esse índice é calculado utilizando conjuntos fuzzy, ou seja, conjuntos em que um elemento nem sempre pertence necessariamente a um conjunto, mas pode estar nos dois ao mesmo tempo, em graus de pertinência diferentes, ou seja, pode estar 40% dentro de um conjunto e 60% dent Maria, do Enéas e do Eymael, ainda que tenham pretensões mais ambiciosas, acabam servindo apenas como meras figuras decorativas, agradando somente uma pequena parcela de simpatizantes.
Como se pode constatar, divididos entre essas classes estão tanto políticos que se autoproclamam "de esquerda" ou "de direita", ou até "de centro". Alguns deles podem ser inclusive adversários políticos, mas não por questão de ideologia. Aliás, ouso dizer que na política, ou, pelo menos, na política brasileira, ideologia é o que menos importa. O que importa é o estilo de governar. Importa que o político saiba colocar o Brasil no caminho do desenvolvimento, e de que forma ele fará isto.
Escrito por Fábio Soldá às 23h35
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O IDH e a "lição de casa" dos governantes
Tenho acompanhado certas discussões em fóruns na Internet a respeito do chamado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da ONU utilizado para mensurar o grau de desenvolvimento humano de um país, cidade ou região. Esse índice é calculado utilizando conjuntos fuzzy, ou seja, conjuntos em que um elemento nem sempre pertence necessariamente a um conjunto, mas pode estar nos dois ao mesmo tempo, em graus de pertinência diferentes, ou seja, pode estar 40% dentro de um conjunto e 60% dent onha ainda de linhas de metrô, muito embora as linhas 4 e 5 estejam ainda em andamento. Esses bairros formam a face mais moderna da cidade, com seus gigantescos arranha-céus espelhados, as imponentes mansões dos milionários e a densa arborização, além de ser, atualmente, o maior pólo de geração de empregos da cidade. Mas por enquanto, tudo isso beneficia quase que somente os próprios moradores endinheirados. A barreira natural que separa essa região da cidade é o trânsito intenso e a preacariedade dos transportes públicos. O que existe de melhor é o corredor de ônibus instalado no canteiro da horripilante Avenida Santo Amaro.
Tatuapé: Apesar de estar a somente 7 km do marco zero da cidade, é um bairro esquecido. Por ser um bairro que foge a toda lógica de ocupação urbana em São Paulo - é um bairro de classe média alta localizado fora do centro econômico nervoso da cidade, e ainda está localizado na zona leste, a região mais atrasada de São Paulo - foi praticamente esquecido pelo poder público. Só é lembrado pela iniciativa privada. Como morador do bairro, talvez eu seja mais ressentido com isso que os paulistanos de outras regiões. Verticalizada a ponto de algumas pessoas dizerem que parece um paliteiro, a porção sul do bairro cresceu desproporcionalmente em relação à porção norte, da qual se separa pela Radial Leste, e corre sério risco de sofrer uma catástrofe urbana se o governo não observar mais a região. O asfalto está rachado, o trânsito se tornou inviável nos horários de pico (exceto nas imediações do shopping Anália Franco), e há alguns pontos de deterioração, pouco numerosos, porém notáveis. Talvez o pior de todos seja o vandalismo nas imediações da Praça Sílvio Romero e arredores da estação do metrô. Outra coisa que prejudica muito a estética do bairro é a fiação externa, em alguns casos exagerada, como acontece na rua Coelho Lisboa. Atualmente, o Tatuapé está na área da Subprefeitura da Mooca, e é imperioso que passe a ter uma subprefeitura própria, por ter adquirido um perfil já bastante distinto dos demais bairros dessa região.
Higienópolis/Pacaembu/Perdizes: Finalmente, uma região de São Paulo com cara de primeiro mundo. Esses três bairros são a face mais européia de São Paulo, e não sofrem com a deterioração do Centro, nem de Pinheiros, nem do Brás - que dispensa comentários, tampouco sofrem com o caos urbano das regiões do Itaim Bibi e do Tatuapé. Bastante agradável, sem comércio ambulante e com pichações muito raras (apenas em alguns poucos imóveis abandonados), esta região historicamente se firmou como um centro intelectual e universitário - em sua área estão os campi da PUC-SP, do Mackenzie e da Faap - além de abrigar casarões de famílias tradicionais. Bem servida por redes de metrô, talvez o maior problema seja topográfico, pois as ruas são muito íngremes. Esta região talvez seja a mais privilegiada de São P aulo, empatando com a Vila Mariana - que, apesar de não ter a mesma exuberância, tem a mesma infra-estrutura além de dispôr de boa parte dos melhores hospitais da cidade.
Como foi constatado na análise acima, a cidade de São Paulo, por essas pequenas amostras de diferentes regiões da cidade, está uma verdadeira balbúrdia. O paulistano perdeu a auto-estima, e parece que aqui se tornou normal viver no caos. Passou a ser normal ter transporte coletivo ineficiente, crescimento desordenado, pichações, e o paulistano aceita normalmente. É verdade que São Paulo recebeu uma mistura étnica muito grande - 52% dos moradores não nasceram aqui - mas mesmo os demais que nasceram não têm esse amor que poderiam ter pela cidade. Muitos estão se refugiando no Sul em busca de qualidade de vida, especialmente em Florianópolis e Curitiba - esta, uma cidade tão limpa e organizada perto de São Paulo que chega até a dar raiva. Em breve, o Sul estará mais paulistanizado que a própria cidade de São Paulo.
Escrito por Fábio Soldá às 01h27
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