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O IDH e a "lição de casa" dos governantes
Tenho acompanhado certas discussões em fóruns na Internet a respeito do chamado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador da ONU utilizado para mensurar o grau de desenvolvimento humano de um país, cidade ou região. Esse índice é calculado utilizando conjuntos fuzzy, ou seja, conjuntos em que um elemento nem sempre pertence necessariamente a um conjunto, mas pode estar nos dois ao mesmo tempo, em graus de pertinência diferentes, ou seja, pode estar 40% dentro de um conjunto e 60% dent la da cidade, e que atraísse mais turistas. Para os camelôs, uma solução: por que não implantar as Ruas da Cidadania, tal como fazem em Curitiba?
Pinheiros: Um bairro tradicionalmente nobre, mas tomado pela feiúra. Há pichações por toda parte, especialmente nos arredores do Largo da Batata e na rua Cardeal Arcoverde. Está com todos os problemas do centro, porém sem a beleza arquitetônica, somada à grande quantidade de cemitérios, o que contribui para dar uma aparência ainda mais medonha à região. Trata-se de uma contradição, pois esse bairro (e não digo o Alto de Pinheiros, região próxima à Praça Panamericana - este, sim, realmente um bairro nobre) abriga uma população de classe média alta, além de alguns dos mais importantes centros culturais da cidade. Há alguns intelectuais que defendem a pichação como forma de liberdade de expressão, enquanto que na grande maioria dos casos trata-se unicamente de vandalismo e destruição ao patrimônio público. O distrito de Pinheiros ainda abriga a famigerada Vila Madalena, freqüentada pelos jovens de classe rica da cidade com suas numerosas casas noturnas e ruas com nomes bastante originais como "Harmonia", "Simpatia" e "Purpurina".
Moema/Jardins/Itaim Bibi/Vila Olímpia: O principal problema da região é o trânsito. É muito triste que uma região com o porte e desenvolvimento desses bairros, que são os mais lembrados quando se fala da elite paulistana, não dispemos certeza absoluta. Pelo menos enquanto esse senhor e esse ParTido estiver no governo.
Só para constar: o governo petista está com 29% de pessoas que acham o governo ótimo ou bom, e 24% dos que acham que está ruim ou péssimo. As curvas estão se aproximando. O do PSDB nunca teve menos de 33% de aprovação. Ou seja, a profecia de José Serra se cumpriu: o brasileiro se tornou vítima de um estelionato eleitoral.
Escrito por Fábio Soldá às 00h03
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