Meu humor



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Informática e Internet



Arquivos
 18/06/2006 a 24/06/2006
 21/05/2006 a 27/05/2006
 19/03/2006 a 25/03/2006
 19/02/2006 a 25/02/2006
 29/01/2006 a 04/02/2006
 22/01/2006 a 28/01/2006
 18/12/2005 a 24/12/2005
 11/12/2005 a 17/12/2005
 04/12/2005 a 10/12/2005
 27/11/2005 a 03/12/2005
 30/10/2005 a 05/11/2005
 25/09/2005 a 01/10/2005
 04/09/2005 a 10/09/2005
 03/07/2005 a 09/07/2005
 08/05/2005 a 14/05/2005
 24/04/2005 a 30/04/2005
 17/04/2005 a 23/04/2005
 03/04/2005 a 09/04/2005
 06/03/2005 a 12/03/2005
 13/02/2005 a 19/02/2005
 23/01/2005 a 29/01/2005
 09/01/2005 a 15/01/2005
 19/12/2004 a 25/12/2004
 12/12/2004 a 18/12/2004
 28/11/2004 a 04/12/2004
 21/11/2004 a 27/11/2004
 14/11/2004 a 20/11/2004
 31/10/2004 a 06/11/2004
 03/10/2004 a 09/10/2004
 12/09/2004 a 18/09/2004
 15/08/2004 a 21/08/2004
 11/07/2004 a 17/07/2004
 04/07/2004 a 10/07/2004
 27/06/2004 a 03/07/2004
 20/06/2004 a 26/06/2004
 13/06/2004 a 19/06/2004
 06/06/2004 a 12/06/2004
 30/05/2004 a 05/06/2004
 23/05/2004 a 29/05/2004
 16/05/2004 a 22/05/2004

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Allegro
 Classical Archives
 OperaGlass
 NTC&Logística
 Wikipedia





A Gazeta da Meia Noite
 


O aguilhão do amor

Desta vez, deixo um pouco de lado meus costumeiros discursos em terceira pessoa para deixar aflorar um pouco mais a parte humana.

O fato de eu ser compositor outorga-me o status de artista. Que não seja um artista de primeira, talvez nem de segunda... as músicas que eu escrevo devem ter quem goste. Há gosto para tudo. Mas o fato de ser artista e lidar boa parte do tempo com coisas que dizem respeito à alma e ao sentimento já fazem de uma pessoa sensível a vibrações externas, especialmente quando se lida com coisas que estão entre nosso mundo material e o reino de Deus, como a música sacra. Desculpem-me os discípulos de Schoenberg, mas a música é uma poderosa válvula de escape para nossos sentimentos mais intrínsecos.

Cristo ensinou: "amai-vos uns aos outros". Não ensinou que devemos exigir ser amados, contudo, pela própria condição do homem sabemos da extrema dificuldade que é isto. Poucas pessoas conseguem amar uma pessoa e não sentirem o coração sangrar de dor quando se vê forçada a cortar relações, e isso é bastante freqüente nas relações entre um homem e uma mulher. Ainda mais quando, movidos pelo sentimento de amor, fomos atuantes a doar o nosso carinho e nossa solidariedade a essa pessoa. Por mais difícil que seja, temos de estar preparados emocionalmente para o momento em que teremos de seguir caminhos diferentes. Ficam as boas lembranças, mas a dor da distância acaba sendo sempre devastadora.

São inúmeros os motivos que levam a isso. Pode ser mudança de residência, ou até a morte. Mas um caso muito freqüente, talvez o mais freqüente, é quando se trata de um homem e uma mulher. Muitas vezes são forçados a se separar porque um deles começa um namoro. E aí entra a grande interrogação: vale a pena sacrificar um amor "tácito" por outro não tácito, mas de menor valor? Seria razoável a um homem que fosse "amigo" de outra moça de nobres sentimentos e virtudes deixá-la em virtude de uma "namorada", mesmo que dita "namorada" seja frívola, vil ou mesquinha? Seria razoável a uma mulher trocar um homem que a ama de verdade, mas de maneira tácita, por outro que declaradamente gosta dela e inexplicavelmente ela o ama, ainda que este seja um verdadeiro troglodita e não a respeite?

Como isso não diz respeito ao campo da ciência, as doutrinas religiosas também não dão explicações satisfatórias. Há pessoas que são bem sucedidas nesse campo. Outras têm grandes dificuldades, mas conseguem administrá-las com certa habilidade. E as pessoas mais sensíveis - caso dos artistas - têm imensa dificuldade de administrá-las. Aí entra a falha religiosa. A religião diz que devemos amar nossos semelhantes, mas não diz como mitigar o sofrimento por não poder estar com o semelhante que é realmente amado.

Que Deus nos dê forças, e permita-nos não sofrer.

Escrito por Fábio Soldá às 22h41
[] [envie esta mensagem
]





Minha indignação com a condenação a quatro anos de prisão em regime fechado de Iolanda Figueiral, uma ex-bóia-fria de 79 anos acusada de tráfico de drogas (sem provas) e doente terminal de câncer é tão grande que não tenho nem palavras para colocar no título dessa matéria.

O nobre juiz que cuidou da condenação dela deveria conhecer o axioma in dubio, pro reu - que até eu, que não sou bacharel em direito, conheço. Quem me conhece sabe que eu sempre fui defensor da máxima: "direitos humanos para humanos direitos". Agora, não se provou que ela tenha portado intencionalmente o pacote de drogas, ela não tinha antecedente criminais - e que interesses nisso poderia ter uma paciente terminal de câncer? Agora, ela tem que ser presa porque é "crime hediondo", tem poucos meses de vida e vai morrer na cadeia. Que perigo à sociedade pode oferecer uma idosa dessa idade que é paciente terminal de câncer?

E o Maluf? Coitadinho, pobrezinho, teve que ser solto logo por causa dos problemas de saúde, o advogado temia pela vida dele. Uma semana depois, e ele é encontrado lá, belo e formoso, comendo pastel lá em Campos do Jordão... tem o Salim Curiati que vai levar comida para ele, etc, etc... e aí eu pergunto: quem representa mais perigo para a sociedade? A dona Iolanda ou esse SAFADO, SEM VERGONHA, MAU CARÁTER do Paulo Maluf? E o Collor, foi para a cadeia? E esses calhordas salafrários envolvidos no escândalo do mensalão, foram para a cadeia?

Sem mais palavras.

Quem quiser checar a matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0612200501.htm

Escrito por Fábio Soldá às 16h25
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]