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Adeus ano velho. E não volte nunca mais!
CHEGA! Definitivamente 2005 foi até agora o ano mais soturno do século. Não tem uma pessoa do meu lado que esteja se sentindo plenamente feliz. Paira uma nuvem negra sobre o mundo. Tudo vai mal: em âmbito global, em âmbito nacional, em âmbito circular e em âmbito pessoal.
O ano já começou mal, com as mortes em massa causadas pelo tsunami. E dá-lhe terrorismo na Europa e na Ásia. Na América, furacões devastando cidades inteiras – no caso, Nova Orléans, que quase desapareceu do mapa. Isso sem contar os terremotos e maremotos em várias partes do mundo que também causaram várias mortes e destruição. No Brasil, irrompe o escândalo do mensalão, caixa 2, denúncias de corrupção, etc, etc, aquela história que todo mundo está de saco cheio de ouvir falar. 2003: “a esperança venceu o medo”. 2005: “o desespero venceu a esperança”.
Das pessoas mais próximas de mim, não tem uma única que esteja plenamente feliz. Na melhor das hipóteses a vida dessas pessoas está parada. Na pior, está como eu mesmo: totalmente duro, sem trabalho e a mulher que eu amo não me ama. É evidente que o tamanho da tristeza é incomensurável, mas não vou ficar lamentando a vida escrevendo sonata, sinfonia, improvisos, noturnos, diurnos e o diabo a quatro porque estou sem saco até para isso. “É musiquinha pra cá, é musiquinha pra lá, com a musiquinha tu vai ter que se virar” (sic). A “musiquinha” do Casseta e Planeta eu elejo como o tema da minha vida neste ano.
E é isto. Nestas férias também não tem viagem igual no ano passado, fico por aqui mesmo. Não desejo um “feliz 2006” para, pelo menos se repetir a dose de 2005, já estarmos preparados para tudo.
Escrito por Fábio Soldá às 08h48
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