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Os 250 anos de Mozart
Hoje, dia 27 de janeiro de 2006 (aliás, primeiro artigo do ano), completam-se 250 anos do nascimento do compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Diz-se que ele nasceu Johannes Crysostomus Wolfgang Gottlieb Mozart. Seu pai tirou o “Johannes Crysostomus” e – dizem – ele mudou o nome Gottlieb para Amadeus. Outros dizem que ele nasceu “Theophilos”, mas, na realidade, os três nomes – Gottlieb, Amadeus e Theophilos – todos eles significam a mesma coisa respectivamente em alemão, latim e grego: “Amor de Deus”.
E o nome não poderia ser diferente. Nascido em pleno século das luzes, o nascimento de Mozart veio provar que não é pecado aspirar a riqueza e o poder. Na época florescia a ciência e o capitalismo, tinha início a revolução industrial na Inglaterra, as coisas saíam daquela situação de inércia em que o mundo estava imerso durante a Idade Média, com a igreja e a fé controlando tudo. Mas Deus não quer que o homem passe o tempo todo rezando e por isso o homem deve ser impelido a trabalhar e construir. É o contrário do que a Igreja advogava durante a Idade Média. Sem trabalho, sem ambição, sem desejo, não há evolução. Adão e Eva provaram do fruto para adquirir todo o conhecimento da humanidade e daí começou a peregrinação deles pelo mundo. Alberich cobiçava o ouro do Reno para formar um anel e, com ele, dominar o mundo todo. Precisamente quando o homem desejou ser maior do que era, saindo daquela situação de um “zero” obediente a Deus e passou a aspirar riqueza e poder, teve de sair daquela situação de inércia e aí começou a revolução intelectual e tecnológica da humanidade. Se isso realmente fosse proibido, Deus teria condenado a humanidade à extinção. Ao contrário disso, legou-nos o homem chamado Wolfgang Amadeus Mozart. O próprio amor de Deus personificado.
Em todas as suas mais de 600 obras catalogadas nós sentimos a inspiração divina. Seja na música sacra, seja na música profana. Quem não se delicia escutando a Pequena Serenata Noturna, ou o Concerto para Piano nº 21, ou a Sinfonia nº 40? Quem não sente os olhos se encherem de lágrimas ao ouvir o Ave Verum Corpus ou o Réquiem? Como é possível deixar de amar o autor de coisas tão maravilhosas como a ópera A Flauta Mágica, ou mesmo o elaborado e complexo Te Deum que ele escreveu com a tenra idade de 12 anos? Eis aí a prova irrefutável de que Deus ama a humanidade e a quer trabalhando, evoluindo e se desenvolvendo. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e por isso mesmo todo ser humano tem as potencialidades d'Ele em estado latente, e que, por meio do trabalho e da ambição, o homem será como Ele num tempo futuro. Disse Cristo (Jo 14, 12): “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai”. Mozart não é somente a expressão física e sonora do amor divino, mas também o suspiro de satisfação do Criador ao ver seus filhos no caminho do amadurecimento.
Escrito por Fábio Soldá às 11h47
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