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A Gazeta da Meia Noite
 


Restaurando os valores da sociedade

Não quero parecer politicamente correto. Definitivamente, a sociedade ocidental está no caminho errado, inclusive o Brasil. Nos últimos meses, tem surgido o novo crime da moda: abandono de crianças. Mulheres inconseqüentes e detestáveis têm parido crianças como se fossem excremento. Atiram-nas no rio, colocam-nas em sacos de lixo, abandonam-nas na mata, e apresentam várias explicações - nenhuma delas justificável: depressão pós-parto, falta de condições de criar, etc, etc. Seja lá a desculpa que dêem, essas repugnantes mulheres não merecem mais do que o desprezo e a aversão das pessoas.

Contudo, isso não é um fenômeno isolado. A cultura que impera na sociedade é olhar o próprio umbigo. Hoje em dia vale tudo: prostituição, homem dormir com outro homem, mulher dormir com outra mulher, crianças serem adotadas por esse tipo de "casal", a mulher interromper a gravidez "porque não desejava o filho naquela hora"; o que interessa é o prazer pessoal. Os nossos antepassados nos legaram os valores morais do Cristianismo. Mas para quê isso? Tudo o que atenta contra o prazer pessoal é retrógrado e preconceituoso. E ai de nós se dissermos o que achamos... vêm aí e dizem: "cada um, cada um".

Precisa parar com isso. É sabido que a religião deve ser separada do Estado, mas tudo tem um limite. É precisamente por causa dessa "ruptura de preconceitos" que a sociedade e as instituições estão se corrompendo. O ser humano está deixando a racionalidade para se animalizar. Até as religiões, em vez de elevar o homem para Deus, estão se inclinando para os caprichos dos seres humanos. Li uma reportagem há alguns dias de que, em São Paulo, abre-se uma igreja a cada dois dias. A mecânica funciona da seguinte forma: "se a minha igreja não concorda comigo, então vou abrir a minha própria", o que anula por completo o propósito da religião. Isso prova que o ser humano está cada vez mais egoísta.

Os mais "liberais" dizem que a gente tem que aprender a conviver com a diversidade. Não contam, contudo, que a diversidade pode ser maligna! Tudo tem um limite. Diversidade de gostos e de opiniões, tudo bem. Mas diversidade de comportamento, "cada um faz o que quiser", precisa acabar urgentemente com isso. Uma outra coisa que apareceu recentemente, partindo de uma deputada do PT do Rio Grande do Sul (tinha que ser do PT...) era propondo uma lei que tornasse crime os adultos castigarem fisicamente as crianças, colocando fim novamente a mais um limite necessário. Levar na conversa nem sempre resolve, mas a coação é sempre eficaz porque insufla na cabeça das crianças o conceito de que pai, mãe e professores são autoridades superiores e incontestáveis, e à criança cabe somente obedecer. A cinta de couro, o chicote, o chinelo, a vara de marmelo e os castigos físico-morais como ajoelhar sobre o milho diante de outras pessoas não vão traumatizar as crianças ou os adolescentes. Quando eu era pequeno, meu pai e minha mãe eram a autoridade máxima e incontestável. Exigiam obediência estrita e já fui submetido a chineladas quando não lhes atendia, ou respondia com grosseria. Nem por isso eu e minha irmã crescemos traumatizados, nem fez com que tivéssemos raiva do meu pai ou da minha mãe - pelo contrário, depois de crescidos vemos neles os maiores aliados que poderíamos ver. Também na época em que se adotava a palmatória nas escolas não se viam as barbaridades que se vê hoje nas escolas e ser professor não era uma carreira traumatizante como é hoje.

Portanto, acabe-se de uma vez por todas com essa ideia de que "é proibido proibir". O ideal seria que as pessoas se corrigissem por meio da inteligência e do amor, mas a sociedade não evoluiu o suficiente para isso. Portanto, o único jeito de corrigir a grande maioria das pessoas é na base da porrada. Eliphas Levi dizia que o bastão foi criado para as bestas. E a humanidade ordinária, o que é senão uma legião de bestas, daquelas bem quadradas? Leis proibindo o exercício da autoridade incontestável dos pais sobre as crianças: que sejam vetadas. Adoção de crianças: apenas por casais formados por um homem e uma mulher. Criminosos que atentam contra a vida - o que inclui as mulheres que abortam e abandonam crianças: prisão de no mínimo 20 anos e tratamento sem um pingo de misericórdia dentro dos presídios, à semelhança do que acontece nas prisões japonesas. Nenhum sofrimento deve ser pouco para esse tipo de gente.

Escrito por Fábio Soldá às 11h28
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